Meus dias são horríveis.
Saio do banco atrasado, sabendo que vou demorar muito tempo pra chegar em casa, preso dento do carro, só eu, meus cigarros, meu CD de rock que ouço pela possivelmente milésima vez, e minha mente. Má companhia.
Observo uma mulher correndo. Ou algo parecido. Algumas pessoas têm o talento de rebolar, tem um gingado natural, não importa andando ou correndo ou whatever. Ela não. Mas ela tenta, como toda brasileira, tenta desesperadamente andar de uma maneira atraente. Como se precisasse. Bem, no caso dela, até precisa, já que ela é incrivelmente mediana. Mas o que ela acha que homens são? Homens são retardados. Ela tem peitos e boceta, e eventualmente isso é tudo que ela precisa. Não há mulher mediana no mundo que não ache alguém pra comê-la, esforçando-se o bastante.
Mulheres são igualmente retardadas. Em um balão, observo uma garotinha brincar em um daqueles cavalinhos de plástico no segundo andar de uma padaria. Masturbação pública, como é típico de mulheres. Masturbam-se com brinquedos e cavalos e vibrações, com roupas apertadas nos lugares certos, e nem percebem. Algumas dizem que uma roupa apertada e um decote as fazem se sentir poderosas. Mina, larga mão, que isso é endorfina. Isso é satisfação coital.
Sexualidade humana é triste e algo meio nojento. É claro que nós, nesse estado permanente de semi-excitação que vivemos por ser uma raça sem cio, não percebemos na maioria do tempo, mas sexo humano é uma bosta. Estamos sempre querendo, mas seguindo dez mil regras sobre quando, onde e como, e nos culpando por querermos mais e além do que essa média rasteira provém. Nós adoramos seios, que nada mais são do que glândulas inflamadas. Imensas (relativamente) glândulas excretoras, que quanto maiores e mais inchadas, mais interessantes. E isso não é apenas com os homens; as mulheres são tão obcecadas com seios quanto. Com os próprios, e com os das outras. Com como os seus aparecem ou deixam de aparecer nessa ou naquela roupa, e como e o quanto o das outras aparecem. Todas as mulheres parecem criar um limite interno de exposição glandular, vivem exatamente na beira desse limite, sendo tão ousadas quanto consideram digno, e qualquer coisa além disso é vulgar e banalizante. Inveja da coragem de outras, inveja da auto-estima de outras e principalmente, inveja do seio de outras.
Mas voltando aos homens. Triste gente, essa. Nada do que fazemos, é, realmente, decisão nossa. Estamos limitados nas opções que nos dão, e vivemos num mundo limitado pela contribuição não mesmo de outras pessoas, mas da massa amorfa que é a humanidade. Caminhamos na rua (ou dirigimos nossos carros, putos sem particular razão com coisa alguma), sobre um asfalto que não inventamos ou tivemos qualquer particular participação na maneira que existe, o mesmo sendo dito dos prédios a volta, do carro em que estamos ou da roupa que vestimos. Alguém pode ter inventado as calças, mas a calça específica que você veste, com suas costuras específicas e material específico e cor específica ad nauseam não foi inventada por ninguém; é um subproduto da humanidade. Que, diga-se de passagem, gera um monte de subprodutos, mas até agora não definiu exatamente a que veio.
Ah. Meu estabilizador de humor é um remédio mágico. Em vez de me estabilizar de um lado, seja depressivo ou retardado, ele mistura os dois. Então fico deprimido e ansioso, angustiado e criativo, agitado e querendo morrer. Yay.
Mas é curioso como o processo criativo só me vêm assim. Só quando estou perto do precipício me atinge o raio, o ímpeto. Que também é sempre acompanhado de um igual e oposto, o destrutivo. Mas foda-se.
Ainda tinha um pensamento sobre as minhas faculdades mentais, sobre o panorama mental, sobre o que existe nele, que pode ser resumido em Eu e Não-Eu, e sobre como eu morro de medo de descobrir que todas as partes realmente terríveis e patéticas são Eu e não Não-Eu, mas esvoaçou-se. Fico por aqui.
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Não-editado, não-revisado, não-planejado..
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